Carmem Diasz
Embora, saibamos que findar um ano e iniciar outro não é certeza de que a nossa vida terá mudanças significativas, ainda traçamos diversas metas para os próximos meses.
Ainda frustrados pelo não cumprimento dos objetivos traçados nos anos anteriores, geralmente, até mais gordos mesmos diante de tantas promessas de regimes, entusiasmados, juramos que dessa vez, vamos cumprir toda programação idealizada, sem deixar nenhuma pendência.
É interessante lembrar que só cumpriremos as promessas que tiveram de acordo com nosso desejo de alma e para saber quais são, precisamos observar quais metas deixam nossos semblantes com ar de felicidade. Esse sim será nosso principal incentivo: alegria interna. Felicidade plena. Caso contrário, novamente, não sairão do papel.
Certo dia, o discípulo chegou até seu mestre e disse: Mestre, eu realizei todas as tarefas que me destes. Já posso receber as recompensas terrestres e espirituais. Concluí minha jornada de aprendizado.
O mestre olhou atentamente para o discípulo e continuou em silêncio. Após alguns minutos, perguntou: qual foi a lição maior que tirastes da sua jornada pela vida?
Sem titubear o discípulo respondeu: Eu sou capaz de realizar tudo que quiser. Sou pleno de possibilidades e potencias internos. A vida me oferece condições de êxito e sucesso, sempre. Só depende de mim. Não há portas fechadas para ninguém, nesse universo.
O mestre observou: Tem razão. Belo trabalho. Percebo em seu semblante certo ar de tristeza, acrescentou.
Ah mestre, são as responsabilidades adquiridas. Elas nos deixam assim. Respondeu o discípulo.
Nesse momento, uma criança passou pelos dois. Em sua algazarra nem percebeu a presença dos adultos, brincava e se divertia atrás de uma borboleta. Suas gargalhadas eram contagiantes e deixava feliz qualquer um que a observasse.
O mestre disse: Volte e recomece sua jornada. Quando tiver a espontaneidade e leveza de uma criança estará pronto. Terá alcançado o verdadeiro aprendizado.
Essa é a maior lição de nossa vida. Se não houver alegria e gosto pelas pequenas coisas da vida, nossos aprendizados e metas não terão valor.
Lilian disse,
janeiro 4, 2011 às 7:22 pm
O QUE DIZER A NÃO SER FANTASTICO!!!!